Você que trabalha com mídia impressa seguramente já ouviu falar em cores CMYK e cores Pantone, mas qual a diferença entre elas e, afinal, para que servem as cores Pantone em um projeto de design gráfico?

As cores (ou tintas) de escala, representadas pela sigla CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto), são aquelas utilizadas para reproduzir qualquer imagem em cor. Ou seja, quando você se depara com uma fotografia impressa sobre o papel, o que seus olhos enxergam, na verdade, é uma somatória de pontos (ou retículas) que foram impressos a partir das três cores básicas (CMY) mais o preto (K) para proporcionar contraste à imagem

Já as cores da escala Pantone, desenvolvidas há mais de 50 anos nos EUA pela Pantone, foram concebidas com o intuito de unificar e padronizar a utilização de cores em diferentes aplicações. Num projeto de design gráfico, as cores Pantone podem ser utilizadas em conjunto ou não com as cores de escala.

Pensando nisso, as cores Pantone são excepcionalmente úteis, por exemplo, quando você está trabalhando num projeto cuja Identidade Visual tenha sido desenvolvida em outro país. Posso citar o caso recente de um cliente nosso que tem a matriz em Pequim e que está realizando ações promocionais aqui no Brasil. O guide visual, desenvolvido na China, especifica quais são os Pantones a serem utilizados na Identidade Visual e isso proporciona maior segurança pois as cores seguirão de forma muito próxima ao que fora originalmente concebido. Mas não é só isso…

5 pontos a serem observados ao utilizar cores Pantone em projetos de design gráfico

1 – As cores Pantone, geralmente, precisam ser preparadas pelo fornecedor (gráfica) e isso normalmente acarreta custos adicionais em seus projetos;

2 – Algumas cores Pantone são reproduzíveis por meio das tintas de escala. Geralmente as tintas que podem ser reproduzidas em CMYK têm a indicação no Guia Pantone;

3 – A tonalidade das cores varia conforme a superfície do papel. Uma mesma cor Pantone apresenta-se de forma distinta se compararmos a impressão sobre papel revestido (couché, por exemplo) e papel não-revestido (offset, por exemplo). Consulte os Guias Pantone correspondentes antes de ir adiante;

4 – Não estamos imunes a erros. Costumo dizer aos meus alunos que os dois maiores problemas que envolvem escritórios de design gráfico e gráficas são dois: revisão ortográfica e cores. Como o tema hoje são as cores, há variáveis que estão fora de nosso controle (ex. alguns papéis que são utilizados no exterior são mais brancos do que aqueles que estão disponíveis em nosso mercado e isso pode acarretar distorções no resultado final do processo);

5 – Checar, checar, checar. Sempre que estiver lidando com um projeto que a cor seja um elemento crítico da composição (ex. um projeto de embalagem), esteja presente nas etapas de validação de cores e impressão.

Quer saber mais sobre a história da Pantone? Veja a matéria do Mundo S.A., da Globonews